UsIslam

button

Em nome de Deus, o Beneficente, o Misericordioso



O ISL�O: a �ltima Religi�o Revelada





El �ltimo Serm�n del Profeta Muhammad: Un �ltimo consejo.



Um olhar sobre a necessidade de revela��es sucessivas Deus (ar. Allah) n�o faz as coisas de modo incompleto; imperfeito ou em v�o. Cada religi�o (ar. din) revelada n�o vem, portanto, completar as religi�es anteriormente reveladas, nem rectific�-las, nem fazer com elas uma repeti��o desnecess�ria. Uma nova revela��o �, de facto, um ACR�SCIMO de miseric�rdia concedido por Deus para compensar a evolu��o da degeneresc�nia espiritual da humanidade. As suas principais fun��es e caracter�sticas s�o as seguintes:

a) - Ela vem expor de novo, em toda a sua transcend�ncia, a verdade a respeito de Deus; verdade doutrinal que os homens haviam mais ou menos esquecido. E Deus, em Sua Ci�ncia e em Sua Miseric�rdia, volta a expor esta verdade imut�vel segundo as modalidades de express�o mais apropriadas � mentalidade do povo a quem Ele se dirige e as mais adequadas �s circunst�ncias que motivaram esta nova revela��o. Este ensinamento est�, al�m disso, mais desenvolvido e mais expl�cito do que o da revela��o precedente, visto que ele vem compensar o decl�nio incessantemente crescente dos conhecimentos espirituais da humanidade.

b) - Ela vem confirmar as revela��es e os mensageiros anteriores.

c) - Ela denuncia as deforma��es, as anexa��es ou as amputa��es que os homens puderam trazer �s revela��es anteriores e exp�e, em conformidade, normas dogm�ticas para preservar os crentes de tais desvios.

d) - Ela restabelece, assim, o culto monote�sta completamente puro.

e) - Ela vem, por fim, reactualizar os rituais (no seio dos quais a ora��o ocupa um lugar central); os meios de origem divina que permitem ao Homem voltarem para Allah. Quanto mais a humanidade acentua a sua queda afastando-se do seu Senhor, mais Allah aumenta, de revela��o em revela��o, a abund�ncia e a efici�ncia destes meios de regresso para Ele; e, tendo em conta as dificuldades crescentes, inerentes � degrada��o do mundo, que encerram sempre mais o crente, Allah, em miseric�rdia e em favor, flexibiliza e facilita cada vez mais as modalidades de cumprimento dos rituais.

No Isl�o, por exemplo, o crente n�o precisa mais de clero algum, e a Terra inteira � meio de purifica��o e lugar de ora��o para ele. Assim, qualquer que seja a adversidade que o possa atingir neste per�odo de fim dos tempos, nada se encontra em condi��es de impedir a sua pr�tica.

O Isl�o: a �ltima religi�o revelada

Historicamente falando, o Isl�o (ar. al I�lam} � a �ltima religi�o revelada e a miss�o do Profeta Muhammad [em portugu�s vulgarmente conhecido por Maom�] (s.a.w.) veio fechar o ciclo da profecia para a humanidade (cf. Alcor�o, 33:- 40).

O Isl�o �, por este feito, o acabamento da Miseric�rdia Divina para o conjunto da humanidade. � por isso que, num dos �ltimos vers�culos Alcor�nicos, no momento em que a miss�o do �ltimo dos Profetas estava pr�xima do seu fim, Deus disse:

�Hoje, completei para v�s a vossa religi�o; e terminei o Meu Favor sobre v�s; e satisfaz-Me que o Isl�o seja a vossa religi�o�. (Alcor�o, 5:3).

Mas o Isl�o n�o se apresenta na qualidade de novidade. Como todo o Mensageiro Divino, o Profeta Muhammad (s.a.w.) veio restaurar a Religi�o puramente monote�sta (din han�j) e imut�vel (din qayyim) que � o estado de total e confiante submiss�o natural do Homem para com o seu Senhor, isto �, o puro monote�smo: �Dizei-lhes: Na verdade, o meu Senhor orientou-me para um caminho de rectid�o; deu-me uma religi�o imut�vel, na f� de Abra�o, o hanif (monote�sta) que n�o era polite�sta! Dizei-lhes: Na verdade, a minha ora��o, as minhas pr�ticas, a minha vida e a minha morte est�o consagradas a Deus, o Senhor dos Mundos, que n�o tem associados. Eis o que me � ordenado, e eu sou o primeiro daqueles que se submetem�. (Alcor�o, 6:161-163).

�Dizei: Cremos em Deus, e no que nos foi revelado, e no que foi revelado a Abra�o, a Ismael, a Isaac, a Jacob e �s (doze) tribos, e no que foi dado a Mois�s, a Jesus e aos Profetas, da parte do seu Senhor. N�s n�o fazemos distin��o nenhuma entre eles, e submetemo-nos � Vontade d'Ele (somos mu�limun). Quanto �quele que deseja outra religi�o que n�o seja a Submiss�o a Deus (I�lam). Nunca lhe ser� aceita e, na Vida Futura, estar� entre os perdedores (de todos os bens espirituais)�. (Alcor�o, 3:84-85). O Isl�o, na qualidade de �ltima religi�o revelada, det�m a heran�a das mensagens anteriores e est� encarregue de uma miss�o universal. Ora, a ess�ncia substancial de todas as mensagens divinas foi sempre a reafirma��o do culto da Unidade Divina (ar. Taw�d). A Muhammad (s.a.w.) Deus ordena que entregue uma �ltima vez a mensagem imut�vel: �Dize: �Na verdade, tem-me sido revelado, que o vosso Deus � Deus �nico: sereis, portanto, submissos?� (Alcor�o, 21:108).

� a partir deste ponto doutrinal essencial que o Isl�o desenvolve a sua miss�o universal. � gra�as a esta verdade �ltima e imut�vel, sem interrup��o de p�r em evid�ncia e incansavelmente repetido em todo o ensinamento Isl�mico, que todo o crente sincero, qualquer que seja a sua religi�o, est�, em princ�pio, de igual modo reconhecer no Isl�o a ess�ncia da sua doutrina e a plenitude da sua heran�a. Assim, aquele que saiba ainda reconhecer os crit�rios da Doutrina monote�sta, autentificar� a Miss�o de Muhammad (s.a.w.) e, se agradar a Deus, ser� guiado para o Isl�o de modo a regenerar a� a sua f� e de terminar a sua busca.

O Isl�o � um chamamento feito a todos os crentes Dirige-se � pureza e � autenticidade da sua busca de Deus sem os obrigar. O proselitismo n�o � Isl�mico. Todo o Mu�ulmano, a exemplo do Profeta, est� unicamente obrigado a transmitir correcta e claramente a Mensagem Divina a quem bem a quiser entender; o prosseguimento pertence unicamente a Deus. Mas esta transmiss�o da Mensagem n�o se deve limitar a um ensinamento te�rico. O Mu�ulmano deve, de facto, ser um exemplo isl�mico vivo, tendo valor de testemunho irrefut�vel a favor do Isl�o. Assim sendo, o Mu�ulmano respeita os crentes das outras religi�es aut�nticas e honra os seus Profetas e os seus Livros:

�E n�o discutis com os Povos do Livro sen�o da melhor forma, excepto com aqueles de entre eles que. S�o in�quos, e dizei-lhes: N�s cremos no que nos foi revelado, assim como no que foi revelado antes; nosso Deus e o vosso � UM e a Ele nos submetemos�. (Alcor�o, 29: 46).

M. Yiossuf Mohamed Adamgy � in Revista Alfurq�n, n�. 122 Setembro 2001 /Jamad�lAkhir.1422

NOTA: "Allah" � uma palavra �rabe que significa Deus. N�o � Deus dos Mu�ulmanos, nem Deus dos �rabes como aparece muitas vezes na Imprensa e, at� em certos dicion�rios portugueses. � preciso esclarecer que n�o h� "Deus" especial dos Mu�ulmanos que adoram o mesmo e um s� Deus, venerado por todos os praticantes das religi�es monote�stas universais: Juda�smo, Cristianismo e Islamismo.

Editado e publicado por:
Al-Furq�n � �rg�o para a Divulga��o do Islamismo
Rua Guerra Junqueiro, Edif�cio 11-B, 1.�F
Cidade Nova, 2670 � 045 St.� Ant�nio dos Cavaleiros
Loures � Portugal
Telefone / Fax: +351 21 988 2028
E-mail: alfurqan00@hotmail.com
Internet: http://www.alfurquan.pt